Notícias do vestibular

RADIAÇÃO DETECTADA EM RUA DE TÓQUIO NÃO PROCEDE DE FUKUSHIMA
A detecção de radiação alimentou o temor da população de que as emissões da usina de Fukushima tivessem alcançado a capital.
Os altos níveis de radiação detectados na quarta-feira (12) em uma rua de Tóquio não estão relacionados com a acidentada usina nuclear de Fukushima, segundo testes realizados por especialistas do Ministério da Ciência que foram divulgados nesta sexta (14). A radioatividade, com um nível superior a 3,35 microsievert por hora e detectada em um lance de calçada no distrito de Setagaya, aparentemente procedia de frascos de vidro armazenados em um porão adjacente, informou a cadeia pública "NHK".

Os especialistas enviados pelo Ministério da Ciência encontraram os frascos e detectaram radioatividade de 600 microsievert por hora. As análises posteriores indicaram que as vasilhas provavelmente continham rádio 226, o isótopo radioativo mais comum, utilizado para tratamentos contra o câncer e também para a fabricação de produtos com pintura fluorescente, assinalou a "NHK".

Após isolar os frascos e retirá-los da zona, os analistas observaram que a radioatividade na calçada caiu de 3,35 microsievert por hora para um nível entre 0,3 e 0,1. A detecção de radiação nesta rua de Setagaya alimentou o temor da população de que as emissões da acidentada usina de Fukushima tivessem alcançado a capital, a 220 km de distância.

A usina de Fukushima, seriamente danificada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, é o epicentro da crise nuclear mais grave dos últimos 25 anos.

Fonte: Uol Notícias