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ELEIÇÕES DECIDEM FUTURO DE OBAMA, SARKOZY E PUTIN
Este ano será decisivo para alguns dos principais líderes mundiais, que devem enfrentar o veredicto das urnas que terão impacto sobre o planeta.
Para se ter uma ideia da importância dos pleitos do ano, dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – um dos mais prestigiados e poderosos órgãos internacionais –, apenas o Reino Unido não terá seu governante, o premiê britânico David Cameron, submetido ao teste de fogo do eleitorado. Todos os demais integrantes do conselho, Estados Unidos, França, Rússia e China, realizarão eleições cruciais para o futuro político de presidentes e primeiros-ministros.

Dois presidentes, o americano Barack Obama e o francês Nicolas Sarkozy, devem tentar a reeleição. Mas ambos estão com a popularidade em baixa, por conta da crise financeira nos Estados Unidos e na Zona do Euro.

Na Rússia, os planos de sucessão do premiê Vladimir Putin, há mais de uma década no poder, ficam cada vez mais improváveis diante das manifestações contra a corrupção que agitam Moscou. E na China, o regime comunista prepara uma renovação de 70% da cúpula partidária que governa o país há 62 anos.
 
Casa Branca
A disputa pela Casa Branca já começou e será acirrada. O processo eleitoral nos Estados Unidos é complexo (começa um ano antes das eleições) e polarizado entre dois partidos, o Democrata e o Republicano.

Neste ano, dois fatores tornam a escolha imprevisível. De um lado, os índices de aprovação de Barack Obama têm oscilado, gerando incertezas quando ao voto de confiança do eleitorado americano para mais um mandato.

Quando foi eleito, há três anos, havia muitas expectativas quanto às mudanças de rumo do país, sobretudo na área econômica, afetada por gastos militares com duas guerras no Iraque e no Afeganistão. A estagnação econômica e a falta de soluções em curto prazo abalaram a reputação do democrata.

Já os republicanos (segundo fator) não possuem, ainda, um nome forte para concorrer à Presidência. Na primeira prévia, realizada no Estado de Iowa em 3 de janeiro, dois pré-candidatos saíram como os mais cotados para concorrer ao cargo: Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e Rick Santorum, ex-senador pelo Estado da Pensilvânia.

Em agosto, o Partido Republicano indicará o candidato de oposição e os democratas devem confirmar a candidatura de Obama. A eleição será em 6 de novembro. Além de presidente, os americanos escolherão senadores e deputados federais (Câmara dos Representantes).
 
Direita
A política também deve dominar Paris, onde, em meio à crise dos débitos na Europa, os franceses elegerão presidente e representantes da Assembleia Nacional. As eleições presidenciais acontecem em 22 de abril e 6 de maio, e as Legislativas, em 10 e 17 de junho.

Sarkozy foi eleito em 2007 pelo partido União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, após derrotar os socialistas. O cenário político começou a mudar em setembro do ano passado, quando o governo perdeu a maioria no Legislativo. Foi a primeira vez, desde 1958, que a esquerda francesa conseguiu 175 das 348 cadeiras do Senado.

Em outubro, o socialista François Hollande foi escolhido candidato pela oposição, após a candidatura de Dominique Strauss-Kahn ter desmoronado em razão do escândalo sexual envolvendo o ex-diretor do FMI.

Desde então, as pesquisas de opinião têm dado vantagem a Hollande, apesar de a diferença ter diminuído nos últimos meses. O maior inimigo de Sarkozy nas urnas, entretanto, é a crise na Eurozona, que já derrubou nove governantes.

Outro líder que pode estar com os dias contados é Vladimir Putin. Desde dezembro, o Kremlin é alvo de protestos em razão de denúncias de fraudes nas eleições parlamentares. O partido de Putin (Rússia Unida) saiu vitorioso sobre os comunistas, mesmo com o aumento de cadeiras ocupadas pela oposição na Duma (parlamento russo).

Há 12 anos no poder, Putin era o favorito para as eleições presidenciais de 4 de março, quando apenas trocaria de cargo com o presidente Dmitri Medvedev. Protestos contra a corrupção no governo podem agora decretar o fim da hegemonia do Rússia Unida.
 
China
Nada de votos nem debates públicos. Na China, a alternância de poder será consolidada no 18o Congresso do Partido Comunista Chinês, realizado entre outubro e novembro próximos.

Nessa ocasião, o presidente Hu Jintao e primeiro-ministro Wen Jiabao serão substituídos no comando do partido por, respectivamente, Xi Jinping e Li Keqiang. E, a partir de maio de 2013, sucedidos também em seus respectivos cargos políticos. Um total de sete dos nove membros do alto escalão devem ser trocados.

A mudança na cúpula partidária na China é esperada com expectativa pelo Ocidente. O PC chinês sobreviveu à derrocada do comunismo no final dos anos 1980, adotando a economia capitalista. Mas, diferente da Rússia, manteve o Estado centralizador, alvo de constantes críticas por parte das nações democráticas.


Fonte: Uol/Atualidades