Profissões

COMUNICAÇÃO ASSISTIVA
O tecnólogo em Comunicação Assistiva traduz e interpreta a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o alfabeto braile.
No primeiro caso, ele transforma em sinais as palavras faladas ou lidas, segundo os padrões semânticos e linguísticos próprios, e as palavras faladas ou lidas em sinais. Já para atuar como tradutor e intérprete de braile, o profissional deve conhecer o alfabeto e a datilografia braile e os recursos de informática para deficientes visuais, como sintetizadores de voz.
O mercado de trabalho

A crescente inclusão social de deficientes visuais e auditivos fez aumentar a demanda pelo tecnólogo. Duas leis, uma de 2004 e outra de 2005, formalizam a acessibilidade dos deficientes a serviços básicos, como educação e transporte público, além de exigir a presença do intérprete em órgãos públicos. As principais oportunidades para o profissional estão na área de educação, principalmente em instituições de Ensino Superior. "Todas as universidades deveriam ter, pelo menos, um intérprete", diz Denise Queiroz Novaes, coordenadora do curso da PUC Minas. A instituição tem matriculados em seus cursos de graduação e pós-graduação 58 deficientes visuais ou cegos e 41 surdos ou deficientes auditivos, os quais contam com o atendimento de 29 intérpretes e tradutores, que os acompanham durante as aulas e em atividades curriculares extraclasse. Empresas privadas contratam intérpretes, além do mercado de eventos e de turismo. O especialista em braile pode se empregar ainda em editoras, órgãos governamentais ou ONGs voltados para a inclusão social de deficientes visuais. O Sudeste, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, tem mais ofertas de trabalho.

Salário inicial: R$ 750,00 a R$ 1.300,00 (intérprete educacional); R$ 50,00 a R$ 90,00 por hora (intérprete de eventos); fonte: Associação dos Profissionais Intérpretes e Guias- Intérpretes da Língua de Sinais Brasileira do Estado de São Paulo.

O curso
Três escolas oferecem o curso no país. Na PUC-Campinas, o foco é em libras. Na PUC Minas e na UMC, o tecnólogo é habilitado para trabalhar com Libras e com a linguagem braile. Nesse caso, o estudante aprende o alfabeto e seu significado e adquire conhecimento sobre os softwares especiais para deficientes visuais e os equipamentos utilizados na datilografia. Em relação a Libras, além do domínio das técnicas específicas sobre os sinais e seu significado, o aluno estuda fundamentos da linguística e as implicações sociopsicolinguísticas da surdez sobre a comunidade, cultura e identidade surda. Treina entonação de voz, postura e expressão corporal para interpretação em TV e em salas de aula ou auditórios. O estágio é obrigatório.

Duração média: 2 anos e meio.


Fonte: Guia do Estudante