Profissões

ENGENHARIA ELÉTRICA
Entre as engenharias, elétrica é a que mais exige cálculos. Profissional precisa de formação sólida em exatas.
Uma carreira com inúmeras áreas de atuação.

Imaginar o mundo sem energia elétrica hoje em dia é uma tarefa árdua. Atividades simples, como pegar a água na geladeira, ler um livro à noite antes de dormir ou aquecer um copo de leite no microondas seriam impossíveis sem a figura do engenheiro eletricista.

“A particularidade da engenharia elétrica, diante das outras engenharias, é o estudo do eletromagnestismo”, explica o coordenador do curso na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Alessandro Fernandes Moreira.

Por isso, se você já não tem afinidade com matemática e física, é arriscado prestar vestibular para esse curso. “Elétrica é das engenharias a que mais trabalha o lado do cálculo”, alerta o professor. Fora isso, o curso lida bastante com elementos de computação.

A formação densa em exatas é aplicada, no mercado profissional, em todas as áreas que envolvem energia. Desde a geração e transporte, até o uso nas casas, nas indústrias, nas telecomunicações, em equipamentos médicos, redes de computadores. O metrô, por exemplo, emprega muitos engenheiros eletricistas – esse profissional praticamente se espalha por todas as áreas de trabalho.

E sim, o nome do profissional que vem escrito no diploma é engenheiro eletricista – não engenheiro elétrico, como o senso comum pode sugerir. Para obter o título, o estudante deve passar cinco anos, no mínimo, na faculdade, cursando disciplinas como algorítmos e estrutura de dados, física experimental, geometria analítica e álgebra linear, ondulatória, eletrônica, análise de circuitos elétricos, entre outras.

De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC) de 2006, existem 132 cursos oferecidos no país. Muitas faculdades oferecem algumas ênfases ou especialidades, como telecomunicações, sistemas e energia elétrica, sistemas eletrônicos ou computação.

Teoria ou prática?

“O curso tem essencialmente aulas teóricas, que são 70% da grade, e 30% de prática”, afirma o professor Paul Jean Etienne Jeszensky, coordenador do curso de telecomunicações da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente da comissão de graduação da escola.

De acordo com Moreira, da UFMG, as universidades possuem laboratórios de circuitos elétricos e eletrônicos, de controle de processos, de conversão de energia. “Avaliar a estrutura da universidade é necessário na hora de escolher onde de estudar”, diz. “E a qualidade do corpo docente é muito importante. Há 20 anos era difícil ter um grupo de professores qualificado, com mestrado e doutorado. Hoje isso é fundamental”, afirma.

Um dos aspectos práticos do curso é a obrigatoriedade de estágio e de um trabalho de conclusão de curso. Muitas universidades inclusive diminuem a carga horária nos últimos semestres, para que o aluno possa se iniciar no mercado de trabalho.

Eletrônica
Projetar, construir e fazer a manutenção de todo e qualquer tipo de equipamento ou sistema eletrônico, como computadores, transmissores e receptores de rádio, de televisão, de centrais e redes telefônicas.

Potência e energia
Projetar, construir e fazer a montagem, operação e manutenção de instalações industriais e de sistemas ou equipamentos de medição e de controle elétricos. A área, também conhecida como eletrotécnica, abrange todas as etapas de geração, transmissão, distribuição e uso de energia elétrica, além de fontes alternativas e conservação de energia.

Telecomunicações
Projetar e construir sistemas de transmissão via terrestre (por meio de microondas ou cabos óticos), via marítima (por cabos submarinos) ou pelo espaço, com uso de satélites.

NA UERJ:

ENGENHARIA ELÉTRICA - RIO 
Unidade Acadêmica: FACULDADE DE ENGENHARIA - FEN
Localização: Rua São Francisco Xavier, 524 - Pavilhão João Lyra Filho - 5º andar - Maracanã - Rio de Janeiro - RJ
Titulação: Engenheiro Elétrico
Turno: Manhã e Tarde ou Tarde e Noite
Duração Mínima: 10 períodos 
Duração Máxima: 18 períodos
Vagas Oferecidas: 220
Relação Candidato/Vaga: 



* Vagas reservadas para candidatos comprovadamente carentes que se enquadrem em uma das categorias definidas pelas Leis Estaduais 4151/2003 e 5074/2007.
** Pessoas com deficiência ou pessoas nascidas no Brasil pertencentes a povos indígenas, ou filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.



Pode haver dados em branco quando o índice não estiver disponível ou não existir para o ano informado.




Fonte: Globo.com / UERJ