Profissões

ENGENHARIA DE ALIMENTOS
Definir equipamentos e instalações para uma nova indústria. Engenharia de alimentos tem espaço garantido no mercado.
Necessidade de alimentação dá segurança à carreira. Curso tem disciplinas de física, matemática, química e biologia.

Sempre vai haver espaço de atuação para um engenheiro de alimentos. E isso se deve a uma razão bem simples: a humanidade precisa comer. As necessidades da população sofrem alterações e, na mudança dos produtos, há um engenheiro de alimentos trabalhando para produzir em larga escala.


Segundo o coordenador do curso de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Alexandre Prado, nos últimos 20 anos, o número de faculdades subiu de sete para mais de 50.
“No passado, só o pai trabalhava nas famílias, e a mãe e a avó tinham tempo de preparar a comida. Hoje, não existe mais isso. É preciso buscar alimentos de fácil preparo e aí entra a engenharia de alimentos. A vida mais agitada acabou impulsionando o mercado”, diz o professor.

Para poder formular os produtos e criar novos processos produtivos, o curso de engenharia de alimentos tem dois anos com disciplinas básicas de matemática, física, química e biologia. Só depois é que começam as matérias chamadas de profissionalizantes, como química de alimentos ou análise sensorial, que é o estudo das características do produto e as reações que provocam no consumidor.

“É preciso ter facilidade para química e biologia, porque o profissional vai trabalhar com toda a parte de transformação dos alimentos”, afirma Prado. Devido à complexidade, a graduação, em geral, não pode ser concluída em menos do que cinco anos. Além disso, é necessário fazer estágios para conseguir o diploma.

Na hora de escolher a faculdade, o estudante deve observar se a instituição tem bons laboratórios e um currículo prático, além do corpo docente qualificado. Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), que conseguiu uma das melhores notas no Exame Nacional de Desempenho (Enade) de 2005, há uma indústria de beneficiamento do leite da região.

“A universidade até tem uma marca: os laticínios Viçosa. E essa usina-piloto, serve de laboratório para aulas práticas”, afirma o coordenador do curso da UFV, Paulo Henrique Alves da Silva.

Controle de qualidade

    Fiscalizar a industrialização de alimentos e garantir sua qualidade desde a matéria

Marketing e vendas
    Fazer a ponte entre empresa e consumidor. Organizar as informações ao público e conquistar o mercado para o produto.

Normas e padronização
    Atuar nos órgãos públicos de controle e fiscalização dos processos.produtivos. Fazer cumprir as normas exigidas para o desenvolvimento e registro de novos produto.

Pesquisa e desenvolvimento
    Trabalhar com pesquisas, testes e ensaios de laboratório na criação de novos produtos ou melhoramento dos existentes.

Planejamento e projeto industrial
    Definir equipamentos e instalações para uma nova indústria. Avaliar a viabilidade técnica e econômica do projeto.

Produção
    Coordenar a fabricação, o acondicionamento, a conservação e a estocagem do produto. Indicar técnicas adequadas para a transformação de matérias-primas

Fonte: Globo.com