Profissões

MÚSICA
Candidato à faculdade de música tem que ser alfabetizado musicalmente.
Cursos superiores são de aprofundamento e não ensinam o aluno a tocar. Além dos vestibulares tradicionais, candidatos fazem prova de habilidades específicas.

Alunos do curso de música da Unicamp (Foto: Antoninho Perri/Ascom Unicamp)Estudar música em um curso superior exige domínio da área desejada e bons conhecimentos gerais. Isso porque, na maioria dos casos, para ser aprovado na faculdade o candidato precisa passar pelos exames tradicionais do vestibular e também pela prova de habilidades específicas - consideradas 'filtros' da seleção.

Segundo o professor Rogério Luiz Moraes Costa, coordenador de graduação do Departamento de Música da Universidade de São Paulo (USP), geralmente a 'porta de entrada' dos músicos na universidade é a prova de habilidades específicas, pois é lá que serão avaliados os detalhes técnicos do candidato. "O vestibulando não pode imaginar que ele vai entrar na faculdade de música sem ter a mínima noção sobre música. A gente tenta deixar isso bem claro no manual de inscrição", afirma.

 De acordo com Costa, o candidato que quer ser aprovado em um curso superior de música precisa ser "alfabetizado musicalmente", já que na universidade ele vai apenas aperfeiçoar e aprofundar os seus conhecimentos. "É preciso ficar claro que o candidato não vai aprender a tocar o instrumento na universidade", diz o professor.

   Critérios são rígidos

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também tem um rígido processo de seleção, além do vestibular tradicional. Segundo o professor Carlos Fernando Fiorini, coordenador de graduação do Departamento de Música, o candidato faz cerca de cinco provas de habilidades específicas antes de ser aprovado. E para ter o direito de fazer a prova de aptidão, é preciso ter sido aprovado na primeira fase do vestibular.

Segundo Fiorini, a prova de habilidades é bastante específica e muito criteriosa. "O candidato precisar ter pelo menos uns cinco anos de experiência. Ele precisa saber tocar muito bem para ser aprovado", explica o professor, que acrescenta que o curso superior funciona como uma pós-graduação, já que o músico não vai aprender a tocar na faculdade.

Apresentação do quinteto de metais do Departamento de Música da USP (Foto: Raul Montenegro/ ECA/USP )
Segundo os professores, os alunos fazem algumas disciplinas básicas em conjunto, como história da música, percepção e leitura, harmonia e contraponto. As aulas específicas e de aprofundamento geralmente são ministradas individualmente. Os alunos também podem cursar disciplinas optativas.

 As carreiras de licenciatura e bacharelado devem ser cumpridas em quatro anos. Já as habilitações em composição e regência são cumpridas em cinco e seis anos. 

Diploma não é exigência

O diploma de curso superior não é uma exigência para o músico conseguir a habilitação profissional. "A universidade possibilitará ao músico ter uma formação geral mais ampla e mais aprofundada. Para trabalhar no mercado, o diploma não faz diferença. Ele vai ser fator determinante para o músico que quiser seguir carreira acadêmica", afirma o professor Fiorini.


Canto

Trabalhar como solista, integrar grupos vocais ou organizar corais em escolas e outras instituições.

Composição

Criar músicas e letras para conjuntos, bandas e orquestras. Elaborar partituras para diferentes instrumentos.

Comunicação

Compor trilhas sonoras para TV, cinema e teatro e jingles publicitários. Fazer a edição musical de desfiles de moda e musicalizar CD

Ensino

Dar aulas de educação musical em escolas de nível fundamental e médio ou de música. Com mestrado ou doutorado, lecionar no ensino universitário.

Instrumentos

Estudar executar peças musicais, atuar como solista ou em conjuntos musicais e orquestras.

Regência

Preparar, ensaiar e dirigir apresentações de orquestras, grupos instrumentais e corais. Selecionar as obras e os músicos que vão executá


Fonte: Globo.com