Profissões

OCEANOGRAFIA
Indústria do petróleo abre espaço para oceanógrafo
Profissional também pode trabalhar na extração de recursos e na pesca. Curso tem carga pesada de exatas e biológicas.

Há mais do que o amor pelo mar e a aventura nas embarcações na vida de um oceanógrafo. Nos últimos anos, a busca pelo petróleo mar adentro e a extração de areia e calcário tem aberto postos de trabalho. Mas não é só aí que a carreira ganhou espaço: a proteção ambiental, o desenvolvimento de técnicas para pesca e cultivo de pescado e a pesquisa também requerem bons profissionais.

Em resumo, a atividade do oceanógrafo é compreender os fenômenos que acontecem no mar, as interações com o continente e com a atmosfera. E, como o oceano não é pequeno, os conhecimentos necessários na formação são bem vastos. O curso é carregado em exatas e, logo no início, o peso das disciplinas básicas –física, química, matemática, biologia, geologia- se faz sentir.

Alguma afinidade com as exatas e biológicas é pré-requisito, segundo o coordenador do curso de oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), Moisés Gonsalez Tessler. “A pessoa tem de gostar da natureza, ter curiosidade científica e estar sempre procurando respostas. Precisa ter gosto pela aventura, mas não ser um aventureiro”, diz.

O curso em si já tem certo “grau de aventura”: é requisito básico fazer estágio em embarcações. A quantidade de horas varia conforme a instituição, mas nunca é inferior a cem. No país, existem apenas dez cursos, sendo que o da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg) tem o nome de oceanologia. Em geral, não é possível se formar em menos de quatro anos.

Atuação

“Hoje existem em torno 1.800 profissionais na oceanografia. Numa costa do tamanho da do Brasil e com mais necessidade de recursos naturais, alimentícios e minerais, existe muito campo para ser por oceanógrafo”, afirma a professora Maria Inês Freitas dos Santos, coordenadora do curso de oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina.

De acordo com Tessler, há basicamente quatro diferentes áreas de atuação, a mais tradicional é a pesquisa. Fora da vida acadêmica é possível trabalhar na engenharia costeira e oceânica, com projeto de obras, como plataformas para a extração de petróleo, levando em conta as correntes, as temperaturas, ondas, marés; no aproveitamento de recursos do meio marinho, com pesca, extração de areia, água, sal; ou lidando com o meio ambiente, seja em órgãos públicos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), seja em ONGs de preservação, como o projeto Tamar.

Biologia ou oceanografia

Se você está em dúvida entre biologia ou oceanografia, não se confunda. Segundo Tessler, se o que agrada é o animal ou o vegetal, do que eles se alimentam, os processos nos organismos, a formação adequada é biologia. O oceanógrafo precisa compreender a fauna e a flora marinhas, no entanto sua dedicação será voltada para os processos do oceano.

Oceanografia biológica

Estudar a diversidade dos mares. Analisar a composição e o ciclo de vida dos organismos marinhos, a produção de matéria orgânica, os efeitos da poluição e o impacto dos projetos de desenvolvimento sobre os ecossistemas dos oceanos.

Oceanografia física

Analisar as relações entre o mar e a atmosfera. Estudar as correntes marítimas e a influência das ondas e marés sobre os processos que ocorrem na costa, como a erosão de praias e o impacto de obras nas zonas litorâneas.

Oceanografia geológica

Pesquisar composição, estrutura e origem do solo do fundo do mar e das bacias oceânicas.

Oceanografia química

Analisar a composição e os nutrientes da água do mar e verificar a presença de poluentes. Montar estratégias e políticas para despoluição de ambientes aquáticos.


NA UERJ:

OCEANOGRAFIA - RIO 
Unidade Acadêmica: FACULDADE DE OCEANOGRAFIA - OCN
Localização: Rua São Francisco Xavier, 524 - Pavilhão João Lyra Filho - 4º andar - Maracanã - Rio de Janeiro - RJ
Titulação: Oceanógrafo
Turno: Manhã e Tarde
Duração Mínima: 10 períodos 
Duração Máxima: 16 períodos
Vagas Oferecidas: 40
Relação Candidato/Vaga: 



* Vagas reservadas para candidatos comprovadamente carentes que se enquadrem em uma das categorias definidas pelas Leis Estaduais 4151/2003 e 5074/2007.
** Pessoas com deficiência ou pessoas nascidas no Brasil pertencentes a povos indígenas, ou filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.



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Fonte: Globo.com / UERJ