Profissões

ENGENHARIA METALÚRGICA
Todos os metais são campo dos engenheiros metalúrgicos. 90% dos formados vão para a indústria siderúrgica.
Também existem perspectivas na indústria automobilística e de mineração.

Você era um aficionado por ímãs quando criança? Brincava com latinhas e gosta de ver as grandes estruturas de aço durante as construções? Fica realizado ao observar a transformação de chapas metálicas em carros? Se você faz parte desse grupo de pessoas que adora os metais e pretende trabalhar com eles, um curso foi feito sob medida para você.



De acordo com o chefe do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Universidade Federal de Minas Gerais, Luiz Fernando Andrade de Castro, 90% dos formados vão trabalhar na indústria siderúrgica, que produz os diferentes tipos de aços (ligas metálicas de ferro e carbono que podem ser combinadas com outros elementos).

“Mas o engenheiro metalúrgico tem amplas funções. Pode trabalhar com processos de produção, gerenciá-los, otimizá-los. Pode trabalhar em carreiras administrativas, como gerente ou diretor ou ainda no desenvolvimento de novos processos e materiais”, explica Castro.

Na prática, isso significa que toda a empresa que, de alguma maneira trabalha com metais, é potencial empregadora de engenheiros metalúrgicos.

“Existe espaço nas indústrias mecânicas, na escolha de materiais. Também é possível trabalhar com pintura, galvanização e acabamentos técnicos na indústria automobilística. A indústria naval e a aeronáutica também abrem espaços. E há, além das siderúrgicas, as mineradoras”, conta o coordenador da graduação de engenharia metalúrgica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José da Rocha Miranda Pontes.

Cursos

De acordo com o site www.educacaosuperior.inep.gov.br, do Ministério da Educação, existem 14 cursos de engenharia metalúrgica no país. A maior parte deles se encontra em instituições públicas.

O tempo mínimo para concluir a graduação é igual ao das outras engenharias: cinco anos. Em geral, também há um ciclo básico, composto por carga horária intensa de disciplinas como matemática, física e química, com duração de dois anos. Após a formação inicial é que começam as matérias mais relacionadas com a profissão.

  Disciplinas


A graduação tem matérias práticas – cerca de 30% da carga horária é para “pôr a mão na massa” – e trabalho em laboratórios como os de ensaios de aço, raios X, raios Gama ou de eletroquímica.

Na fase profissionalizante, as disciplinas tratam, por exemplo, sobre: termodinâmica, fenômenos de transferência de calor, siderurgia, materiais, metalurgia física e conformação mecânica.

  Dúvida sobre o curso

Se você já sabe que quer a área de exatas, mas não tem certeza sobre a graduação que pretende seguir, não fique assustado. Segundo Pontes, da UFRJ, é muito difícil saber que curso fazer logo depois de se formar no ensino médio. E algumas engenharias, como a de materiais, a de minas e a metalúrgica, têm pontos em comum. Mas o professor dá dicas para diferenciar as carreiras.

“O engenheiro de materiais vai estudar mais plásticos, polímeros, materiais cerâmicos, muitos usados na indústria elétrica. Também estuda novos materiais, diferentes composições. Só que esse profissional não tem a parte de mineração”, explica.

“Engenharia metalúrgica não tem como foco o estudo de materiais diferente dos metais. Mas tem também a parte de mineração. E engenharia mecânica e química são primas não muito distantes. Há vários alunos no mestrado e doutorado em metalurgia, que se formaram em uma dessas engenharias”, diz.

Metais ferrosos

Planejar a produção de metais que têm ferro em sua composição, como o aço. Testar suas propriedades e pesquisar novas ligas e métodos de fabricação. Acompanhar todas as fases do processo de fabricação, garantindo a qualidade final do produto.

Tratamento de metais
Estudar as propriedades, composição e características de cada metal e decidir o tratamento que pode ser dado a ele. Testar a maleabilidade e resistência do material, definir os métodos do trabalho, controlar as técnicas de produção e acompanhar o processo de transformação.


Fonte: Globo.com