Profissões

ENGENHARIA AMBIENTAL
Carreira é nova, com poucos cursos no Brasil, mas o mercado de trabalho é promissor
Num período em que o aquecimento global e a poluição ambiental são alguns dos principais assuntos nos grandes meios de comunicação, não há como negar que o mercado para os profissionais da área de engenharia ambiental  está em franco crescimento e só deve melhorar.

A legislação brasileira mais rígida dos últimos dez anos e a maior conscientização das empresas e das pessoas sobre o meio ambiente melhorou o mercado para os engenheiros ambientais, que passaram a ser mais procurados e valorizados. E os problemas que eles têm de resolver não são poucos: além do desmatamento descontrolado nas florestas, a área urbana brasileira sofre com questões de tratamento de água, esgoto, lixo, enchentes e poluição atmosférica.

Na faculdade, o aluno do curso de engenharia ambiental será preparado para trabalhar a questão ambiental sem perder de vista o desenvolvimento econômico. Ele vai aprender a buscar resolver ou pelo menos minimizar os problemas ambientais do país.

''Os cursos de engenharia ambiental têm como objetivo capacitar o aluno para que ele saiba quantificar os problemas ambientais e não apenas identificar. Uma coisa é você perceber que há degradação do ambiente. Outra é você calcular o quanto está degradado'', disse o professor Afonso Augusto Magalhães de Araújo, coordenador do curso de engenharia ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Um bom exemplo de área de atuação é trabalhar em projetos de saneamento de uma cidade. ''O engenheiro ambiental vai desenvolver, junto com os engenheiros químicos, sanitários e civis um projeto de melhorias. Essa é uma carreira que, no mínimo, permite que várias engenharias se conversem'', disse o professor.

Disciplinas

Os dois primeiros anos de curso são como em qualquer outra engenharia: são básicos e tratam de disciplinas de matemática e física. ''Só depois dessa base é que o aluno será introduzido nas matérias específicas da engenharia ambiental'', disse a professora Sueli Bettini, diretora do curso de engenharia ambiental da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Depois das disciplinas básicas de um engeheiro, o aluno vai aprender assuntos nas áreas de biologia, geologia, climatologia, hidrologia, ecologia, hidráulica, entre outras.

Mercado de trabalho


Apesar de ainda ser uma carreira relativamente nova, o mercado de trabalho para os engenheiros ambientais é promissor. Estima-se que devam ser abertos milhares de postos de trabalho para os engenheiros nos próximos anos. E como ainda há poucos profissionais com formação universitária, as perspectivas para a carreira são as melhores.

Segundo o professor Pedro Caetano Sanches Mancuso, diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), a carreira tem duas grandes áreas de inserção no mercado de trabalho: ''Uma delas é a iniciativa privada, que cada dia mais reconhece a necessidade de profissionais especializados nessa área. Outra é o serviço público, onde o engenheiro vai nadar de braçada. A preocupação ambiental ganhou muito espaço nos últimos dez anos'', afirmou.

''Um estagiário deve receber um salário de cerca de R$ 800. Um trainee recebe pelo menos uns R$ 1.400. Já o engenheiro formado tem uma média salarial como os outros - cerca de R$ 3.000 no início de carreira'', disse a professora Sueli.

''A Petrobras já faz concursos específicos para contratar engenheiros ambientais. Este é um mercado muito promissor, pronto para ser explorado'', finalizou o professor Araújo.

FONTE: globo.com